VOCÊ CONHECE OS RITMOS DA PCR?

Neste artigo vamos discorrer sobre os quatros principais ritmos encontrados em um pacientes que está em uma parada cardiorrespiratória, vamos passar etapa por etapa para que você realmente aprenda a reconhecer, trata-lo e principalmente sabe o porquê e quando devo chocar está vitima.

Os principais ritmos da PCR são Taquicardia Ventricular (TV), Fibrilação Ventricular (FV), Atividade Elétrica Sem Pulso (AESP) e por ultimo nesta cronologia temos a Assitolia, vamos passar um por um para sua correta compreensão, começando por um dos quadros mais fácil de reverte “Taquicardia Ventricular” ao mais complexo “Assitolia”.

Antes de entramos nos ritmos você precisa saber qual é a real função do DEA (Desfibrilador Externo Automático), vejo que muito profissionais ainda acham que o choque é para ser aplicado com o coração da vítima parado com a intenção de voltar a bater, porém ai se encontra um grande erro, pois a real função do choque do DEA “é organizar um ritmo desorganizado do coração”, agora se pergunte, lá na Assitolia que o coração está totalmente parado, há um ritmo desorganizado? Espero que sua reposta seja não, pois não encontramos ritmo desorganizado neste momento, está tudo parado.

TAQUICARDIA VENTRICULAR (TV)

Agora que você aprendeu qual é a real função do choque de um DEA, podemos prosseguir com nosso conhecimento, o primeiro ritmos que vamos abordar é o TV, o próprio nome se observarmos já nos traz bastantes informações, o musculo cardíaco está em “taquicardia” que é um ritmo desorganizado, pois nosso coração foi feito para trabalhar no ritmo sinusal como, por exemplo, de 60 a 80bpm (Batimento cardíaco por minuto), mas na TV, podemos encontrar ritmos médios de 250bpm, é um ritmo organizado? Claro que não, chega ao ponto de a contração e relaxamento (Sístole e Diástole), ser tão rápido que não do tempo do sangue entrar pelas válvulas para assim chegar ao coração e ser bombeado para o corpo, então nesta situação, existe ritmo desorganizado e não há pulso, pois não está gerando debito cardíaco.

Pergunta que não quer calar… Choco esse paciente ou não? Claro que choca, pois lá no inicio expliquei pra você que a função do choque é organizar um ritmo desorganizado, e na TV temos claramente está situação.

FIBRILAÇÃO VENTRICULAR (FV)

Neste ritmo vamos encontrar o coração fibrilando “tremendo”, também podendo chegar a um ritmo médio de 250bpm, causando uma grande desorganização do ritmo, imagina que o coração está “tremendo” tanto que ele não consegue fazer que o sangue entre no musculo cardíaco para fazer a contração e relaxamento, para promover um debito cardíaco, então se não há debito cardíaco neste momento, o coração tem grande movimentos porém não tem pulso, classificando também uma parada cardiorrespiratória.

Oque podemos fazer nesta situação? Como na anterior eu vou chocar meu paciente com a intenção de organizar esse ritmo que está totalmente desorganizado, dando assim o controle novamente o nó sinusal, retornando assim a um ritmo sinusal “Normal”.

ATIVADE ELETRICA SEM PULSO (AESP)

Neste ritmo encontramos pequenas atividades elétricas, mas incompatível com a vida, e sem apresentação de um pulso, um exemplo muito claro desta situação é um choque hipovolêmico do tipo hemorrágico, pois o paciente perdeu uma grande quantia de sangue, não sendo compatível com o debito cardíaco, o coração por si só continua batendo, porém não há sangue o suficiente para preencher suas câmeras e promover pulso.

Neste ritmo eu choco meu paciente? Não… Não choca, pois não existe um ritmo desorganizado para ser organizado, oque deve ser feito nesta situação e controlar a hemorragia, fazer reposição de fluidos deste paciente para assim aumentar a possibilidade de retorno da circulação espontânea.

ASSISTOLIA

Neste ritmo encontramos o musculo cardíaco totalmente parado, sem apresentação de nenhum ritmo, estando então em uma parada cardiorrespiratória, onde acontece o maior equivoco de leigos e profissionais, achando que devo chocar esse paciente com a intenção de retorno, mas não é esta realidade, não é esta função do DEA.

Mas oque posso fazer então? Você vai comprimir o paciente, fazendo de forma artificial aquilo que ele estaria fazendo de forma fisiológica “Debito cardíaco” com a intenção de elevar este ritmo para um ritmo chocavel, podendo fazer utilização de algumas drogas para auxiliar de acordo com o protocolo que você esta seguindo.

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